A Escolhida - Wattpad

Acompanhe meu primeiro livro, postado regularmente no Wattpad. Vem, vem!

terça-feira, Junho 24, 2014
"Mãos que atraem, dedos que acariciam, fôlego escasso. Luke segura-me fortemente contra seu corpo, numa tentativa falha de não permitir que eu escape de seus braços. Tento me debater, mas rapidamente me vejo envolvida por ele; não há força o suficiente para que eu seja libertada. Seu hálito adocicado une-se ao meu e já não mais consigo identificar o que pertence de fato a mim e o que é pertencente a ele. O odor que exala de sua pele é inebriante. Os lábios de ambos estão magnetizados e quando procuro afastar-me mais uma vez, ele me carrega de novo ao seu encontro. Minhas unhas instintivamente percorrem seu pescoço, enquanto a palma de sua mão está posicionada em minha clavícula. Temo que o coração possa saltar do peito a qualquer instante, devido aos batimentos constantemente acelerados."
Amanda Costa, “A Escolhida”.
segunda-feira, Junho 23, 2014

Os meus pés ainda estão sujos da terra que manchou meu vestido, minhas mãos e minha face. Eu estava tentando mostrar-lhe coisas das quais você tanto duvidava, aquelas que deveriam ser impossíveis para mim. Era o que dizia. Eu não deveria provar-lhe nada, mas esta mania de querer consertar até mesmo o que não possuía conserto, sempre fora uma de minhas maiores reticências. Jogar a areia para o alto junto com todos os receios me fez ser livre e eu gostaria que, de onde está, fosse capaz de perceber que por mais imunda que eu aparente estar, meu coração está mais limpo do que jamais esteve.


Amanda Costa

segunda-feira, Junho 16, 2014
"A lua grande no céu é radiante. Seria capaz de nos cegar se pudesse, ou simplesmente quisesse, mas algo me diz que não é isto o que ela deseja. Há certas coisas no mundo que existem com a função de clarear caminhos e há aquelas que existem apenas para torná-los ainda mais obscuros."
Amanda Costa
domingo, Junho 15, 2014

A quantidade de luz no final desse túnel durante toda viagem, apertado no canto esquerdo daquele carro veloz que cortava a metade da noite e os ventos. Quase todo percurso estivera eu silenciosamente durante os diálogos dos outros ocupantes, com os olhos perdidos na distância, adormecendo naquele descanso que almejo todos os dias quando chega hora do sono, todos os sonhos aos quais eu fugira nas últimas duas semanas desabaram em mim durante um curto período de uma vez só, como a água de uma represa estourada, os erros, os problemas e equívocos de diversas fases da vida se juntaram e se arrastaram comigo - eu tinha dezesseis anos novamente, estava deitado em minha camilha, naquela primeira noite em um casebre distante e desconhecido, blocos de concretos, zumbidos, e também cinco anos na primeira série - e treze, quando a mãe foi para o hospital e eu sentia uma falta terrível dela, apavorado com a ideia de sua morte, enquanto meu irmão se embriagava no quarto ao lado e eu delirava de terror. Sem conseguir dormir, decorando o nome dos planetas estampados na cortina do quarto. Era um cortina azul escura, ainda não conhecia Plutão e Marte ao qual meus olhos sempre brilhavam num fascínio inquietante, via as letras brancas impressas no algodão azul escuro e aqueles nomes eram um poema a invocar o senhor dos pesadelos, que aproximava sempre da minha cama usando cartola. Todos essas idades de uma vez, e também vinte anos, já com ficha em sessões terapêuticas o conflito entre esses períodos e locais contraditórios me fez encolher os braços, me encolher ainda mais naquele canto. A passagem da roda sob um buraco me fez levantar a cabeça encostada no vidro gelado e todo embaçado pela respiração forte, meus olhos vidrados e eles oscilavam inquietos. Recuei meu rosto do vidro olhando pra luz, ao ver que cheguei ao final do que não parecia ter.

Thomas Teodoro

quarta-feira, Abril 2, 2014
Anônimo:
Vc é demais, Amanda. De uma velha colega (ou amiga) sua.

Obrigada, eu acho. ♥

terça-feira, Janeiro 21, 2014
quinta-feira, Janeiro 16, 2014
"Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão."
Clarice Lispector
sábado, Janeiro 11, 2014
"Este é o momento. Mas a respiração falha, os olhos cansam-se de ver. Há vozes que não se calam e que pedem perdão; há os que imploram por um minuto de sossego, um segundo de solidão, alguns instantes de silêncio para suportar o desespero. Entretanto, você não suporta. O cansaço é dominante. Você deseja gritar — contudo, naquele exato minuto, a sua voz foge e não mais surge. Na súplica de uma lágrima que escorre sem pudor pela face, a agonia se dissipa. Este é o momento. Mas, o adeus jamais escapuliu dos lábios."
Amanda Costa, em “Este é o meu adeus”.
 
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