Importante.

Boa noite, pessoal! Um recadinho pra quem gosta de histórias de fantasia e romance: estou postando no wattpad “A Escolhida”, de minha autoria. Abaixo está a sinopse; espero que gostem. Grande beijo, e obrigada de coração!

Céu e inferno o mesmo espaço podem ocupar; mantenha os olhos abertos. Ari, de apenas dezoito anos, carrega em si inúmeras marcas: de outras vidas. É uma assassina imperdoável. Sua espécie desconhecida é formada pela essência de um demônio e um anjo. Sem saber quem a criou, o instinto a leva em direção a misteriosos conflitos. Quanto mais assassinatos comete, menos seu lado angelical prevalece, e isto chamará a atenção de pessoas que a farão repensar sobre seu destino. Uns para o bem, outros para o mal. Os caminhos são inúmeros, as consequências serão incontáveis. O amor realmente faz brotar a alegria? Ou, te arrasta para a morte?

Aos interessados, segue o link: http://www.wattpad.com/44171825-a-escolhida-sinopse

Anônimo:
Vc é demais, Amanda. De uma velha colega (ou amiga) sua.

Obrigada, eu acho. ♥

quarta-feira, Março 12, 2014
terça-feira, Janeiro 21, 2014
quinta-feira, Janeiro 16, 2014
"Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão."
Clarice Lispector
sábado, Janeiro 11, 2014
"Este é o momento. Mas a respiração falha, os olhos cansam-se de ver. Há vozes que não se calam, e que pedem perdão; há os que imploram por um minuto de sossego, um segundo de solidão, alguns instantes de silêncio para suportar o desespero. Entretanto, você não suporta. O cansaço é dominante. Você deseja gritar. Mas a voz foge, e não mais surge. Na súplica de uma lágrima, a agonia se dissipa. Este é o momento! Mas o adeus jamais escapuliu dos lábios."
Amanda Costa, em “Este é o meu adeus”.
sexta-feira, Janeiro 10, 2014

Massacre da poesia.


Há seres
que se julgam,
poetas.


Ao tentarem
fazer
com que exista poesia:
estrangulada
expelida
aos gritos,
conseguem tudo.


Exceto,
serem poetas.


Amanda Costa

Loucura ambígua.

Entre todas as inconstâncias
você foi
a confusão
mais organizada, 
numerada, 
por ordem alfabética, 
que exterminou a vida reclusa e 
vazia
que me ofereci durante
os mais tórridos,
invernos.


O suor
vasculha a pele
e faz cócegas nos pelos,
mas o frio congela o que resta.


Despertei
o corpo,
mas ainda não despertei
para o mundo.


Amanda Costa

terça-feira, Janeiro 7, 2014

Eu sou partida enquanto você também é. Eu trouxe até o meu quarto o cheiro inconfundível do seu amor efêmero e fiquei procrastinando a minha angústia enquanto você se desfazia em pó, se divertindo nos ares do seu mundinho infernal. Meu cérebro derreteu e eu me apoiei no céu invisível que estava pregado na parede do cômodo. E caí. Caí como quando estou sonhando e acordo num ímpeto porque estava caindo ao lugar nenhum. Mas hoje eu não estava indo ao lugar nenhum, eu estava me deslocando para o mais profundo abismo que o seu adeus me proporcionou naquela rodoviária suja e escura. Eu cansei de todos os verões e outonos que você me trouxe naquelas tardes de domingo, onde o tédio se instalava de uma forma exuberante em meu coração quebrantado. Eu me desfiz e desisti de ser solstício para ser equinócio, que é onde minha agonia está no mais perfeito estado de penúria, onde minhas rosas desabrocham e trinta e dois segundos depois morrem por causa do veneno que estava contido em seus lábios naquele dia que proferiu aquelas palavras que me fizeram sucumbir à melancolia. E eu me afoguei e me embriaguei das minhas lágrimas e disse a mim mesmo que de todas as coisas você era o que me mantinha vivo. E você nunca se importou e nunca se importará. Eu ficarei sempre ali, na mesma posição, no escuro, em par com a solidão que, ironicamente, é a única que não me abandona. Me desfarei e me tornarei bicho. Talvez papão, talvez preguiça, talvez bicho-de-qualquer-diabo, mas não serei mais eu. Me tornarei algo que ninguém reconheça, para que nunca mais me encontrem pelos becos ou pelas ruas do mundo, me tornarei algo que somente eu serei capaz de reconhecer, porque o teu amor me tornou assim. Eu engoli três sapos no caminho de volta a minha inocência, me enveredei pelos morros de minha angústia e me perdi em meio a minha saudade, aquela que você deixou estampada firmemente no meu rosto calejado e no meu cabelo desgrenhado pelos ventos de sua desgraça. Se eu gritar, que você possa me ouvir dos quatro cantos da terra, mas se eu me calar, que você não me procure mais, porque meu coração ferido não será cicatrizado. E se um dia resolver voltar, eu não me importarei e não poderei fazer nada, porque quando você se torna chegada eu continuo sendo partida.”

Filipe Ramalheiro

 
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